segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sorry!!

Queridas pessoas me desculpem pela ausência mas fiquei um pouco atarefada com as coisas de final de ano e com o meu outro blog que muitos de vocês ja devem acessar caso não dá uma olhadinha lá acho que vai gostar principalmente se for do gênero feminino www.esmaltesamamos.blogspot.com.


Vim aqui desejar um Feliz Natal para você e seu amigo cão, que o ano de 2013 traga muitas felicidades para vocês e eu me comprometo a postar mais aqui mas só depois do dia 7 pois eu tambem tenho direito a ferias o mar me espera..kkk

Então...


mapa de desejos “cão e tartaruga” Merry Christmas Cartões

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fases da vida do nosso amigo cão.


É super conhecermos as fases da vida do nosso melhor amigo para poder compreendê-lo melhor e assim proporcionar uma vida maravilhosa para ele. Vamos lá?
Período neo-natal: do nascimento até 12 dias de vida
É a fase em que o cachorrinho depende exclusivamente de sua mãe. Com esta idade ele não consegue controlar sozinho a temperatura de seu corpo, precisa de estimulação física para fazer xixi e cocô, e não vê ou ouve, mas já sente o cheiro da mãe.





Período de Transição: de 13 a 20 dias de vida
Nesta fase o filhote passa por diversas mudanças físicas. Os olhinhos abrem, ele começa a “engatinhar”, ele já pode ouvir, e, por volta do 20o dia já aparece o primeiro dentinho.







Período de Reconhecimento: de 21 a 28 dias de vida
Só agora ele começa a usar os seus sentidos de audição e visão. Ele pode reconhecer movimentos, e objetos. Ele precisa muito de sua mãe e irmãozinhos para se sentir seguro e, porque estas percepções sensoriais ocorrem de forma excepcionalmente abrupta, é muito importante que o ambiente em que ele vive seja calmo e estável.
Período de Socialização Canina: de 21 a 49 dias de vida
É quando o filhotinho aprende os comportamentos específicos que fazem dele um cachorro. Por isso é tão importante não tirar o filhote da ninhada antes de 7 semanas de vida. É durante este período que ele aprende noções de higiene, respeito à hierarquia, e a ser disciplinado. Com os irmãozinhos ele aprende o jogo “dominante x dominado”
Período de Socialização com Humanos: de 7 a 12 semanas de vida
Este é o melhor período para o filhote se juntar à sua nova família. Esta também é a melhor época para introduzi-lo às coisas que farão parte da sua vida. Por exemplo, automóveis, outros animais, crianças, idosos, sons, etc. Tudo aprendido nesta fase é permanente.
Primeiro Período do Medo: de 8 a 11 semanas de vida
Neste período qualquer experiência traumática, dolorosa ou assustadora vai ter um impacto mais duradouro do que em qualquer outra fase da vida do animal.
Período do “rebelde sem causa”: de 13 a 16 semanas de vida
É quando o pequeno meliante resolve testar toda a paciência dos seus donos. Ele vai tentar te morder, mesmo que pareça de brincadeira, dominar, e testar para ver quem será o lider da matilha. Este é o melhor período para iniciar o treinamento de Obediência Básica para Filhotes.
Período das “Escapadas”: de 4 a 8 meses de vida
Se você ainda não ensinou ao seu filhote a vir quando chamado, este é o momento. Nesta idade ele desenvolve uma “surdez seletiva” que pode durar de poucos dias a várias semanas. É muito importante que os donos saibam como reagir nesta fase para evitar que seu cachorro se torne um eterno fujão.



Segundo Período do Medo: de 6 a 14 meses
É quando o cachorro começa a ficar relutante em se aproximar de coisas ou pessoas novas ou até mesmo já conhecidas. O mais importante é que os donos não forcem o cão nestas situações, e nem tentem consolá-los, deixando que ele resolva sozinho que não há motivo para ter medo. O treinamento de obediência nesta época ajuda a construir a auto-confiança do cachorro.

Maturidade: de 1 a 4 anos de vida (varia entre as raças)
Para a maioria das raças a maturidade (inclusive a sexual) ocorre entre 1,5 e 3 anos de idade, sendo que raças pequenas tendem a amadurecer mais cedo do que os cães gigantes.
Este período é normalmente marcado com um aumento na agressividade e um novo teste da autoridade do líder. O aumento da agressividade não é necessariamente uma coisa negativa. Muitos cães que eram excessivamente amistosos com estranhos passam a ser ótimos cães de guarda. Sem dúvida nenhuma, esta é uma ótima oportunidade para reforçar a liderança dos donos através de uma reciclagem no treinamento de Obediência Básica (agora para Cães Adultos).
Velhice: a partir de 7 anos
Vários cuidados especiais são necessários nessa fase da vida. É bom estar sempre preparado para dedicar atenção especial ao seu amigo.

Referência: www.lordecão.com
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Como limpar as orelhas dos seus animais.


Limpar a orelha do cachorro é mais simples do que parece. Siga essas dicas que não tem erro!

 


Veja o passo-a-passo em imagens:
 
Limpando as orelhas
Ilustração: Demand Media
Tradução: Tudo Sobre Cachorros
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012


Todo mundo sabe que cachorros envelhecem mais rápido que pessoas. Mas a lenda de que 1 ano do cachorro é igual a 7 anos de uma pessoa nada mais é do que lenda. Não é tão simples assim.
Por exemplo, cães amadurecem bem mais rápido que uma criança no primeiro ano de vida. Então, um cão de 1 ano teria aproximadamente 15 anos “humanos”, e não 7.
O tamanho e a raça também influenciam no envelhecimento de um cachorro. Embora cães menores tendam a viver mais tempo que cães de raças grandes, eles amadurecem mais rápido nos primeiros anos de vida. Um cão grande pode amadurecer mais lentamente no início, mas já ser considerado idoso aos 5 anos de idade.
Raças pequenas e “micros” não ficam idosas até mais ou menos 10 anos (Yorkshire, por exemplo). As raças de tamanho médio (Cocker Spaniel, Beagle etc.) estão no meio do caminho em termos de amadurecimento e longevidade. Raças gigantes, como o Dogue de Bordeaux, já são consideradas idosas a partir dos 5 anos.
Na tabela a seguir, considere que:
Pequeno = até 9kg
Médio = 10 a 23kg
Grande = Mais de 24kg
Idade do cão
Raças pequenas -
idade “humana”
Raças médias -
idade “humana”
Raças grandes -
idade “humana”
1
15
15
15
2
24
24
24
3
28
28
28
4
32
32
32
5
36
36
36
6
40
42
45
7
44
47
50
8
48
51
55
9
52
56
61
10
56
60
66
11
60
65
72
12
64
69
77
13
68
74
82
14
72
78
88
15
76
83
93
16
80
87
120

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Tenha um bom dia!!

domingo, 23 de setembro de 2012

Melhores raças de cachorros!

Bom hoje estava vendo um site sobre cachorros e gostei de um artigo e ai vai ele..


Inserir uma nova pessoa ou um cão em uma casa é o tipo de decisão que irá mudar sua vida para sempre. Escolher o cão certo pra sua família é de suma importância para a segurança e a felicidade tanto do cachorro quanto das crianças.
Comece sua decisão respondendo essas perguntas importantes com cuidado e sinceridade:
Que tipo de vida você leva? Você mora em casa ou apartamento? Você mora no campo ou na cidade? Sua família é ativa ou mais caseira? Por quê você quer um cachorro – pra fazer companhia, pra ser seu parceiro em atividades, para seu um cão de terapia ou para brincar? Você tem alergia a cães? E se seus futuros filhos e netos tiverem? Você está disposto a cuidar do pelo do cão com frequência? Você tem mania de limpeza e organização e está super preocupado com a bagunça que um cão vai fazer?
Quais são as raças ideais para a convivência com crianças?
As raças mais indicadas para crianças pequenas são Labrador, Golden Retriever,Beagle e Collie. Esses são os cães mais populares.
Mas, escolher a “melhor raça para crianças” pode ser tão difícil quanto recomendar “a melhor cor de cabelo para uma garçonete”. Por quê? Porque assim como as garçonetes, cães são indivíduos únicos. A raça não é uma lei universal, assim como a cor do cabelo de uma garçonete também não é.
Pesquise algumas raças que interessem você. Qual o propósito de determinada raça? Você tem tempo para se dedicar a um Pastor Alemão, que foi criado para passar longos dias trabalhando com seus tutores? Você pode proporcionar atividade suficiente a um Border Collie, que foi feito para ser um cão pastor e tem muita energia?
Em algum lugar do mundo existe um Chow Chow que é super dócil com estranhos e um Jack Russel que vive no sofá, mas essas são exceções. Converse com donos e criadores das raças que você está pensando, pra saber exatamente como é o temperamento normal desses cães. Sempre existem exceções, mas confie na maioria.
É melhor você pensar na “melhor personalidade de um cão para crianças” do que na “melhor raça de um cão para crianças”. Se você prestar atenção na personalidade, e não na raça, pode encontrar um vira-lata maravilhoso pra adoção, que será ótimo para crianças.
Cães são confiáveis perto de crianças?
A melhor maneira de saber se um cão é confiável perto de crianças é saber se ele foi sociabilizado corretamente ao longo de sua vida. Filhotes que foram bem sociabilizados com crianças se tornam cães mais confiáveis no futuro, pois, é claro, já estão acostumados e não irão estranhar os comportamentos típicos de crianças, como apertar, puxar, brincar brutamente, gritar perto do cão etc.
Cuidado: criar um filhote e um bebê simultaneamente pode ser muito cansativo até para a família mais ativa. Pense duas vezes antes de levar um filhote pra casa quando já existe um bebê, que precisa de tanto cuidado e atenção quanto.
Adotar um cão adulto pode ser uma ótima solução para muitas famílias. Seu histórico social pode ser desconhecido, então você vai precisar de um cão que já seja amigável com crianças: repare seu comportamento perto de crianças, como expressão calma e alegre, cauda balançando, corpo querendo brincar ou tranquilo. Procure um cão que seja gentil e que seja principalmente tolerante com crianças.
Perceba sinais de estresse no cão, como bocejar, lamber os lábios, recuar, olhar para os lados ou urinar (sinal de que está nervoso ou marcando o território). Essas atitudes mostram que o cachorro não está confortável na presença de crianças. Um cão que irá conviver com bebês até 2 anos precisa ser também muito tranquilo em relação a barulhos estranhos e toques mais brutos.
Nunca deixe crianças e cães sozinhos
Não importa como seu cão é sociabilizado ou como sua criança é comportada. Cães e crianças pequenas nunca devem ser deixados sozinhos, por qualquer período de tempo, sem a supervisão de um adulto. Praticamente todos os casos de mordidas de cães em crianças pequenas são resultado de supervisão inadequada, mesmo sendo “só por um minuto”. Essas fatalidades poderiam ser prevenidas se os cães e as crianças fossem monitorados o tempo todo enquanto estivessem juntos.
Você deve deixar o seu bebê ou sua criança a salvo do seu cão, e se cão a salvo das suas crianças. Se seu filho faz algo que o cão não goste, você tem a responsabilidade de lidar com a situação para que ambos fiquem em segurança. Dê ao cão um lugar seguro para ele escapar caso precise e junte os dois em atividades mais apropriadas, como brincadeiras. Nunca é aceitável deixar que crianças pequenas judiem de um cão, bata-o, esmague-o, morda-o ou qualquer ato de violência, mesmo que seja “sem querer”.
Sua casa e sua família serão um sucesso se você garantir que um trate o outro com afeto, amor, carinho e cuidado. Faça seu filho respeitar o cão, e seu cão respeitar seu filho. Assim você terá uma família harmoniosa e feliz.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A agressividade depende da raça do cão?

Bom hoje passei horas pesquisando sobre a agressividade dos cães, que só de olhar já ficava cansada mas acho que consegui fazer um bom artigo.Pelo  o que eu estou vendo a Fernanda ABANDONOU o blog porque é só eu que estou postando os artigos, é só eu que estou ficando horas na frente do computador escrevendo e apagando, que fico até altas horas no computador, mas eu faço isso porque gosto de informar as pessoas e agradeço as meninas que me citam em seus blogs, AMO muito vocês...Bom ai vai o artigo espero que gostem esse é especialmente para a Joana que esta fazendo um trabalho de escola, espero que te ajude minha amiga..


Por quê algumas raças são mais agressivas que outras? Por quê um cão é agressivo? Existem pit bulls dóceis? Essas são algumas perguntas que nos fazemos de vez em quando. Esse artigo vai esclarecer para você a respeito da agressividade e por quê algumas raças são mais agressivas que outras.
Nos últimos anos, os estudos sobre o comportamento dos animais se intensificaram. Com o “boom” de notícias sobre ataques de cachorros às pessoas, ataques de pit bull e outros ataques até de cães contra seus donos, foram feitas diversas pesquisas sobre a agressividade em cães.
A agressividade canina está relacionada, segundo pesquisadores, com diferentes fatores, que vão daqueles ligados ao meio ambiente até os relacionados às características biológicas dos animais (presentes na raça).
Nikolaas Tinbergen, Karl von Frisch e Konrad Lorenz são referências nos estudos sobre comportamento animal. Lorenz ressaltava, em 1963, em seu livro “Sobre a agressão”, que a agressividade nos animais tem um papel positivo para a sobrevivência da espécie, na manutenção do território, por exemplo.
A veterinária Hannelore Fuchs afirma que existem vários “tipos” de agressividade, vários fatores que podem desencadear um ato agressivo. Uma forma mais simples de listar os tipos de agressão do ponto de vista biológico, é por meio das categorias apresentadas em um livro da Associação de Conselheiros de Comportamento Animal (APBC Book of Companion Animal Behaviour):
- a agressão relacionada à posse de recursos (necessários para sobrevivência);
- agressão por medo
- agressão resultante de um causa física. 
Ao mesmo tempo, Hannelore afirma que essa classificação não colabora muito para compreender casos específicos, quando um cão ataca uma pessoa.
O veterinário Mauro Lantzman afirma que a agressão deve ser compreendida sempre no contexto específico de seu acontecimento. Segundo ele, a agressividade está presente em vários comportamentos e, por isso, não deve ser entendida como um comportamento em si, mas como parte ou componente de vários comportamentos: “Existe a agressividade para proteger o território, ou os filhotes, no momento da caça, da dor, do medo. Nesse sentido, dizer que um cachorro é agressivo em termos gerais, não quer dizer absolutamente nada. É necessário entender quando ou em quais situações o cachorro é agressivo. Por isso, é necessário avaliar individualmente o caso, para poder abordar essa agressividade”, diz Lantzman. O médico acrescenta que os cuidados com o cão também podem torná-lo agressivo como, por exemplo, quando é estimulado a ser agressivo com outros cães, sofre privações, maus tratos ou quando não é adequadamente socializado e convive pouco com pessoas.
Complicado esperar que um cão que vive há 2 anos preso em um canil, recebendo comida pela grade, seja dócil, amigo e amável com seres humanos.
De acordo com os dois especialistas,existem raças consideradas mais agressivas que outras, tais como pitbull, dog argentino ou rottweiler. No entanto, não se pode atribuir a agressividade apenas à raça. Hannelore fala que há uma predisposição genética artificialmente obtida através de cruzamentos, ou seja, cães de mesma raça ou de raças diferentes, com uma tendência mais agressiva, reproduzem-se gerando cães também agressivos. “Eles são, portanto, geneticamente propensos para a agressão. São animais selecionados para reagir de maneiras específicas em determinadas situações”, diz ela. Lantzman adiciona a essa explicação a idéia que existem raças, por exemplo, selecionadas para serem cães de guarda, mas que têm uma agressividade mais estável, por serem mais antigas, como o rottweiler, e outras menos estáveis e mais recentes, como o pitbull.
Mônica Grimaldi, advogada especialista em causas envolvendo animais e criadora de cães, conta que a raça rotweiller existe há mais de dois mil anos e foi utilizada como animal de tração, sendo mais recentemente direcionada para ser um animal de guarda. Hannelore afirma que a seleção de animais é feita pelo homem há muito tempo, não apenas com relação à agressividade, para se obter cães de guarda para proteção, mas também para outras características, como a docilidade, a passividade, ou a sociabilidade.
Esse panorama não significa, portanto, que dentre as raças consideradas mais agressivas não existam indivíduos dóceis. “Tem sido comum encontrar cães de raças como labrador, poodle, e cocker spaniel mais agressivos, por um erro no cruzamento entre animais com essa característica predominante”, diz Lantzman, destacando que diferente do que ocorre em países europeus não existe nenhum tipo de controle sobre o cruzamento ou o desenvolvimento de raças mais agressivas. Para Grimaldi, há uma questão mercadológica envolvida nisso também, pois existe mais procura por cães agressivos na atualidade, por uma questão de segurança, e criadores pouco responsáveis cruzam os animais com esse intuito, inclusive para rinha de cães, prática ilegal no país.
Com relação à procura por animais mais agressivos, além de estar atribuída à insegurança nas cidades, o zootecnista Alexandre Rossi e Hannelore apontam uma outra possibilidade. Ele destaca que muitas vezes a procura por animais extremamente agressivos revela a necessidade do dono do animal de realizar ou extravazar a própria potência ou desejo socialmente reprimido de agressividade ou violência. Para Hannelore, essa idéia não funciona em todos os casos, mas ela concorda que muitas vezes o animal torna-se símbolo de uma potência da qual o homem quer se apropriar.
Existem ainda casos de animais com distúrbios de agressividade, nos quais o limiar para inibir o comportamento agressivo é muito baixo. Quando esses animais se reproduzem entre si geram cães também com distúrbio de agressividade, o que pode significar conseqüências graves para o ser humano.
Rossi defende que, apesar de existirem raças de cães mais agressivas, não é possível condená-las por serem mais agressivas que outras. A definição da agressividade em um cão deve ser avaliada a partir dos casos individualizados. Todos os quatro especialistas concordam com essa postura. Segundo Rossi, cruzamentos de indivíduos agressivos podem resultar em gerações agressivas, em quaisquer raças, inclusive naquelas consideradas mansas ou dóceis. Nesse sentido, na opinião do zootecnista, as propostas legais que visam esterilizar determinadas raças, com o intuito de evitar os ataques de cães a pessoas, não são eficientes. Ele acrescenta que também é possível, com poucos cruzamentos de animais menos agressivos, ter como resultado gerações mais dóceis, podendo isso ser feito para qualquer raça.
Legislação: o homem no centro da questão
No Brasil, cães são considerados, juridicamente, bens móveis duráveis, semoventes – portanto não possuem personalidade jurídica capaz de responder nas esferas cíveis e criminais, e só o dono ou detentor do animal que respondem. Quem age com imprudência, negligência, imperícia ou até mesmo dolo, não é o cão, mas sim seu proprietário. A advogada Mônica Grimaldi afirma que uma boa solução seria cadastro e habilitação obrigatória aos donos e detentores de cães de guarda. Isso, aliás, já existe em alguns países. O dono é obrigado a portar a habilitação do animal, carteira com todos os dados e foto do cão”, afirma.
Na visão de Alexandre Rossi, a responsabilidade legal para o controle da agressividade em cães também deve recair sobre os proprietários dos animais e não sobre os próprios cães. Ele sugere que uma solução mais eficiente seria um controle de posse de cães com mais de doze quilos. Rossi compara animais desse porte com armas e defende que, assim como para estas, deveria ser obrigatório registro e treinamento, para tornar-se proprietário desse tipo de cão.
Lantzman e Hannelore consideram importante também que as pessoas sejam conscientizadas sobre a gravidade de uma lesão provocada pelo ataque de um cachorro, em especial aqueles de grande porte. Na opinião deles, a lei deve buscar regulamentar essa questão, responsabilizando e, acima de tudo, conscientizando as pessoas que querem ser proprietárias de cães. “Deve existir uma forma de avaliação dos cães, os proprietários precisam saber disso e se responsabilizar, agir para evitar acidentes, ter controle sobre o animal, socializá-lo adequadamente”, argumenta Lantzman.
Lantzman considera legítima a preocupação das pessoas com relação a determinadas raças de cães. “A questão é que quando um poodle ataca uma pessoa é completamente diferente de quando um rottweiler ou um pastor alemão ataca”, argumenta. Para ele, deve haver uma legislação rígida, que possibilite a aplicação de multas sobre os proprietários que não foram responsáveis o suficiente com seus cães. Em segundo lugar, Lantzman defende a importância da capacitação de profissionais que possam avaliar os cães em sua agressividade e, no caso de um reconhecido agressor, possam decidir se aquele animal pode conviver com outras pessoas e animais, se requer cuidados e medicamentos que controlem a agressividade ou ainda se deve ser isolado. Lantzman afirma ser contra o extermínio do animal considerado perigoso. “Os animais têm direito de permanecerem vivos, mas sem que isso represente perigo para as pessoas. E isso é responsabilidade dos donos.”
O adestramento adequado também é uma questão levantada pelos especialistas como um elemento importante para evitar ataques. Hannelore destaca os cães da polícia militar, por exemplo, que intimidam uma pessoa, às vezes atacam. Porém, ao primeiro comando interrompem a ação. “O cão é adestrado para render uma pessoa e não matá-la”, argumenta.

Bom Feriado até qualquer hora....

Boa  noite a todos e a todas....
                    Duda